segunda-feira, 25 de maio de 2015

12 meses/12 livros

Nossa como esse mês demorou pra passar, kkkkkk...parecia que nunca chegava a hora de escrever esse post sobre o livro do mês de Maio.
E como eu havia falado no post do livro anterior, que ia dar uma pausa nos livros do John Green, e foi o que fiz, escolhi algo bem diferente. 
Escolhi o "Efeito Sombra", de Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamsom, para ser o meu livro 5, do mês 5.
Foi uma ótima escolha. O livro fala sobre dualidade que vivemos, sobre o conflito de todo ser humano entre quem somos e quem queremos ser.
Eu gostei muito do tema, realmente se prestarmos atenção, vivemos uma realidade que nem sempre nos permite demonstrar o que somos de verdade. Ou então, temos medo de expor esse nosso lado "sombrio" por conta do que vão pensar. 
Toda pessoa "boazinha", tem um lado que gostaria de explodir as vezes, de dizer "não", de soltar uma energia que normalmente é contida. E uma pessoa que pode parecer má, muito séria ou muito "fortona" também pode ter um lado mais doce, mais delicado que normalmente esconde, as vezes por receio ou então porque criou aquela postura, como forma de defesa. Isso não é uma generalização, apenas o meu parecer sobre o livro, mas podem ter certeza, de que é muito mais do que isso, e vale a pena a leitura.



SINOPSE:

"Todos nós temos um lado obscuro. Encontre a sua Sombra e transforme-a no caminho para os seus sonhos. O que é a Sombra? Bem, a Sombra é tudo aquilo que não queremos ser, mas somos. É aquele sentimento escondido de todos, e aquele desvio de comportamento que uma pessoa considerada boazinha possui. É o desejo de se entregar ao vício, de explodir, de brigar. É toda a energia que tentamos não ter. Porém a Sombra é parte nossa, é algo bom. Escondida, pode transformar-se em maus pensamentos. Mas descoberta e compreendida, a Sombra nos levará ao caminho da plenitude! Sairemos da ilusão de que nossa obscuridade nos dominará e, em vez disso, veremos o mundo sob uma nova luz. A empatia que descobrimos por nós mesmos dará ignição para nossa confiança e coragem à medida que abrirmos nosso coração a todos ao nosso redor. O poder que desencavamos nos ajudará a confrontar o medo que esteve nos segurando e nos incitará a seguir adiante, rumo ao nosso mais alto potencial. Longe de ser assustador, abraçar a sombra nos concede uma inteireza, permite que sejamos reais, reassumindo nosso poder, libertando nossa paixão e realizando nossos sonhos."


Bjinhos, até o próximo post.





segunda-feira, 4 de maio de 2015

Pinhão.


Posso dizer sem sombra de dúvidas, que o pinhão faz parte de algumas das melhores lembranças da minha infância.
Se eu fechar os olhos, consigo voltar no tempo...meu pai e eu, acordando cedo, tomando um cafézinho preto pra começar o dia, comendo um ovo cozido com a gema molinha, ouvindo a rádio tocando as músicas da época, lá em São Bento do Sul, SC. Um frio "de rachar o cano da bota", mas estávamos animados, pois iríamos "catar" pinhão.
Podia ter geada, vento gelado, dedo doendo de frio e os lábios partidos, mas nada disso atrapalhava e nem tirava nossa alegria.
Minha mãe me enchia de roupa, e uma botina pra deixar meus pés quentinhos, meu pai levava minha bolsa com um lanchinho e assim começava nossa caminhada. E era longa. Não faço idéia de quantos quilometros a gente percorria, e nem quanto tempo a gente andava, mas sei que durava a manhã toda, e era diversão do início ao fim. Atravessava um rio com água congelante, subia morros, descia pelas pedras, e assim passava o tempo. A gente voltava pra casa, com as bolsas cheias de pinhão, cansados, mas a felicidade transbordava. 
Depois de adulta, passeando por São Bento do Sul, voltei a antiga casa que morava, e fiquei olhando aquele morro e pensando em tudo que já tinha passado lá, quantas caminhadas, tombos, risadas, quanta alegria!!! 
Até me surpreendi com aquela trilha, pois hoje em dia, me canso só de olhar. E antigamente, nunca reclamei por ter que ir caminhando, kkkkkkkk. 
Hoje, compro o pinhão no supermercado ou com esses vendedores de rua, ainda continuo achando uma delícia, torço pro inverno chegar logo, para que eu possa aproveitar, e sinto toda vez, aquele "gostinho de infância", um sabor que traz lembranças. 
Eu tenho minha preferência pelo pinhão cozido na panela de pressão, mas existem várias formas de preparo, na chapa do fogão a lenha, ou até assado no fogo de chão mesmo, com os próprios gravetos da araucária.
Pode ser usado também no preparo de outros alimentos, como o Entrevero, que é uma mistura de carnes e legumes, strogonoff de pinhão, paçoca...olha, idéias não faltam. 

Bom, já escrevi bastante hoje...e foi uma delícia relembrar.
Quem sabe eu faço uma receitinha usando o pinhão e compartilho com vocês também.
Bjinhos e até o próximo post.